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Título : Geografias do rock recifense contemporâneo : sociabilidades musicais na era digital (2020-2025)
Autor : ALMEIDA, João Vitor Freire
Palabras clave : Sociabilidades musicais; Geografia musical; Rock recifense; Era digital; Recife
Fecha de publicación : 16-dic-2025
Citación : ALMEIDA, João Vitor Freire. Geografias do rock recifense contemporâneo: sociabilidades musicais na era digital (2020-2025). 2026. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Geografia) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
Resumen : Este trabalho apresenta uma investigação geográfica sobre o gênero musical do rock no Recife contemporâneo. Baseia-se em abordagens inseridas na Geografia Cultural e na Geografia da Música e em conceitos como tecnosfera, psicosfera, horizontalidades e verticalidades (Santos, 1996; 2000), paisagem sonora (Torres, 2010; 2018), sociabilidade (Turra Neto, 2008; 2010) e as lógicas de mainstream e underground na definição de Silva (2025), com paralelos traçados entre os legados de movimentos como Udigrudi e Manguebeat. A metodologia consistiu na pesquisa de referencial teórico, seguido da realização de entrevistas semiestruturadas com 9 representantes de bandas com primeiro lançamento público após 2020, originários de Recife ou sua região metropolitana e com influências sonoras do rock. As respostas foram gravadas, sistematizadas e analisadas criticamente em planilhas e organizadas em tabelas, gráficos e mapas. Os resultados apontam um underground recifense marcado por sociabilidades entre jovens amigos, forte cooperação entre bandas e concentração de espaços de shows e gravação no Centro e na Zona Norte, o que gera diferentes eixos fechados dentro da cidade que reforçam desigualdades dentro do próprio underground. A era digital aparece simultaneamente como ferramenta de democratização da produção e da circulação musical e como instância de controle algorítmico que pressiona os artistas a se adequarem às lógicas das big techs estrangeiras. Também observa-se um repetitivo legado do Manguebeat, batizado de “fantasma do Mangue”, instrumentalizado para a transformação da cultura pernambucana em commodity. Conclui-se que não há consenso sobre a existência de uma cena definida de rock recifense contemporâneo, no entanto, há uma efervescência plural de produções, apesar de toda desigualdade socioespacial e racionalidade vertical dos meios digitais imposta pelo norte global.
URI : https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67965
Aparece en las colecciones: (TCC) - Geografia (Bacharelado)

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